O que é (não) ser: lacaniano?
Uma resposta escritural Rafael F. Atuati I. Um risco Uma mão, pena em punho, risca as três primeiras palavras da pergunta; “o que é” devém “o que é”; o risco corta – apagando sem de todo apagar – as palavras; cria, na frase, uma primeira escansão. Convida-se a observá-la. II. Um signo Sobre a palavra […]
A LETRA; A ESCRITURA; A CURA DE…
Rafael F. Atuati A instância da letra no discurso analítico orienta uma escuta: oferece, como o reluzir dos faróis, uma via de leitura do que seria o funcionamento do significante; permite ao analista supor o que atuaria como causa por trás dos semblantes. A letra: alteridade que habita o falante; marca que acompanha as palavras […]
A ESPERA, O ESQUECIMENTO: A LETRA
Uma leitura de L’attente l’oubli, de Maurice Blanchot Rafael Atuati O sentido de toda esta história era aquele de uma longa frase que não podia ser fragmentada, que só encontraria sentido no fim e que, ao final, o encontraria apenas como um sopro de vida, o movimento imóvel de todo o conjunto. (BLANCHOT, L’attente l’oubli, […]
CON-SIDERAÇÕES ANALÍTICAS:
Breve comentário às homologias d’um saber no Seminário De um Outro ao Outro Rafael F. Atuati A asserção “a essência da teoria psicanalítica é um discurso sem fala/palavra”, apresentada na primeira lição do seminário ao qual se dedica este comentário, abre os trabalhos do ano de 1968/69. Essa fórmula condensa uma série de observações de […]